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De olho na sucessão de Rui, Otto deve escantear Salvador em 2020 e mirar o interior do estado

By 12 de dezembro de 2019 Nenhum Comentário

Segundo maior partido do estado, com dois senadores e o presidente da UPB (União dos Municípios da Bahia), o PSD baiano deve repetir a estratégia adotada em 2012 e 2016 e focar as atenções nas articulações pelas prefeituras do interior, deixando Salvador em segundo plano.

Presidente da legenda na Bahia, o senador Otto Alencar já demonstrou que tem pouco interesse em articular por uma candidatura própria à Prefeitura de Salvador em 2020.

Sem quadros competitivos dentro do partido, Otto se aproximou de Isidório (Avante) e trabalha com a hipótese de indicar seu vice. O primeiro nome sugerido, o do deputado estadual Manassés (PSD), no entanto, foi recusado pelo militar aposentado.

Na melhor das hipóteses, caso haja um acordo com a Executiva Nacional do Avante, Otto filiaria Isidório ao PSD com vistas a aproveitar sua votação e fazer uma bancada forte na Câmara Municipal.

Atualmente o PSD conta com um vereador e não há qualquer indicativo de que mudará o cenário se não tiver candidato próprio no ano que vem.

Em 2012, conseguiu a eleição de 70 candidatos, perdendo somente para o PT, que fez 93 prefeitos. Em Salvador, apoiou Nelson Pelegrino (PT) e ficou distante das discussões sobre indicação de vice do petista.

Em 2016, aumentou o número de prefeitos eleitos para 82 e foi o partido com mais municípios conquistados. Em Salvador, foi o primeiro partido a apoiar Alice Portugal (PCdoB) e também descartou indicar vice à chapa.

Atualmente, a legenda tem 103 prefeitos na Bahia, quase 25% de todos os municípios do estado. Graças a esta estratégia, o senador conseguiu, no ano passado, colocar seu correligionário Angelo Coronel na chapa do governador Rui Costa (PT) como candidato ao Senado.

Agora, já mirando a eleição de 2022, quando irá pleitear o apoio de Rui à sua candidatura a governador, Otto deve reforçar a estratégia de concentrar as atenções nos embates municipais no interior do estado e novamente escantear a capital baiana.

O senador sabe que dificilmente o PT aceitaria romper com um partido que controla a maior parte das cidades baianas.