Os Políticos Titanic e o Naufrágio Eleitoral

Sammy Chagas
17 de dezembro de 2023
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Navegamos em mares agitados da política, onde surgem líderes que, à primeira vista, parecem imponentes, como verdadeiros “Políticos Titanic”. Esses astutos navegadores iniciam suas jornadas eleitorais com estrondo, promovendo eventos grandiosos, seduzindo lideranças e fazendo barulho como se fossem indestrutíveis.

Contudo, ao observarmos mais de perto, percebemos que esses políticos, apesar de conquistarem uma multidão de votos e gozarem de uma representatividade inicial robusta, compartilham um destino peculiar. Eles se tornam os protagonistas de um naufrágio eleitoral no meio do caminho.

À medida que a campanha avança, o “Titanic Político” encontra obstáculos que revelam a fragilidade de sua estrutura. Suas promessas espetaculares começam a se dissipar como espuma ao vento, e o suporte inicial cede diante das pressões políticas. Como o iceberg que desafia o colossal navio, as adversidades se tornam insuperáveis.

No ápice do trajeto, quando o horizonte eleitoral parece mais promissor, o político Titanic afunda nas águas turbulentas da competição política, deixando para trás não apenas a própria campanha naufragada, mas também as lideranças e apoiadores que, como náufragos políticos, ficam à deriva.

Este fenômeno se repete Brasil afora, especialmente nos meses que antecedem as eleições de 2024. Os políticos Titanic, sedutores e grandiosos, tomam outros destinos enquanto as lideranças, iludidas por promessas vazias, encontram-se soltas, em busca de novas direções.

Assim, navegamos por esse cenário eleitoral repleto de dramas, onde os políticos Titanic, apesar de partirem com entusiasmo e estrondo, muitas vezes encontram um destino submerso, deixando aqueles que confiaram em sua embarcação a ver navios. O desafio para os eleitores é discernir entre a grandiosidade passageira e a estabilidade duradoura, para evitar serem arrastados pelos mares traiçoeiros da política.

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