Entrevista – Lucas Reis defende fim da escala 6 x 1
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28 de novembro de 2025
REPÓRTER — Nos últimos anos, o país tem vivido avanços importantes. Na sua avaliação, quais conquistas mais marcaram esse período?
LUCAS REIS — Sem dúvida, vivemos um ciclo muito positivo. Os governos do presidente Lula e do governador Jerônimo têm colocado o povo no centro das decisões. Um exemplo claro é a isenção de impostos para quem ganha até R$ 5.000. Essa medida trouxe alívio imediato para milhões de trabalhadores, aumentou o poder de compra e reafirmou o compromisso com a justiça fiscal. É uma conquista que mostra que, quando o governo olha para o povo, o resultado aparece na vida real.
REPÓRTER — O senhor costuma afirmar que “a luta agora é a luta do povo”. O que isso significa na prática?
LUCAS REIS — Significa que chegamos a um momento em que as grandes mudanças só acontecem com a participação ativa da sociedade. O governo tem um papel essencial, mas o poder emana do povo. E quando o povo se mobiliza, as pautas avançam. Hoje nós temos um governo que reflete essa vontade popular, e isso nos fortalece para ir ainda mais longe.
REPÓRTER — Uma das suas bandeiras tem sido o fim da escala 6×1. Por que essa pauta é tão importante?
LUCAS REIS — Porque é uma questão de dignidade. Trabalhar seis dias seguidos para descansar apenas um já não faz sentido. O trabalhador precisa de saúde mental, equilíbrio e tempo para a vida pessoal. Não estamos falando de mais folga — estamos falando de dignidade. Quem descansa mais trabalha melhor. É uma transformação que melhora a vida das pessoas e, ao mesmo tempo, melhora o ambiente de trabalho.

REPÓRTER — Há quem diga que essa mudança poderia prejudicar o comércio ou os empresários. Como o senhor avalia essa preocupação?
LUCAS REIS — Isso não procede. Em vários países, o descanso ampliado mostrou exatamente o contrário. Empregadores ganharam com trabalhadores mais motivados, mais produtivos e com menos adoecimento.
A mudança não prejudica o comércio. Trabalhador descansado produz mais, falta menos e entrega mais qualidade. É bom para o trabalhador e é bom para a economia. A lógica é simples: equipes saudáveis rendem muito mais do que equipes exaustas.
REPÓRTER — O senhor citou exemplos internacionais. Quais modelos chamam mais atenção?
LUCAS REIS — Os países nórdicos — Noruega, Dinamarca, Suécia e Finlândia — já mostram há anos que jornadas equilibradas geram produtividade altíssima. Todos trabalham em modelos que tornam inviável uma escala como o 6×1. Além disso, no Reino Unido e em Portugal, empresas que testaram jornadas reduzidas registraram mais produtividade e menos estresse.
Cito também uma pesquisa feita na Austrália: projetos de construção civil que trocaram a escala de seis dias por cinco tiveram aumento da produtividade e melhora visível na saúde dos funcionários. Estudos internacionais reforçam isso: menos carga semanal significa menos burnout, melhor sono, mais saúde e melhor desempenho.
REPÓRTER — O que o senhor espera conquistar com essa bandeira?
LUCAS REIS — Eu espero que o Brasil avance para um modelo de trabalho mais humano e inteligente. O fim da escala 6×1 não é um custo — é um investimento na qualidade de vida e na produtividade. Essa é uma luta que vem do povo, é um desejo da sociedade. E eu estarei ao lado dessa bandeira, defendendo um país mais justo, mais digno e mais produtivo.