Diplomacia que gera resultados: viagens internacionais de Lula recolocam o Brasil no centro do mundo e superam agenda externa do governo Bolsonaro
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17 de fevereiro de 2026
As viagens internacionais de um presidente vão muito além do protocolo diplomático. Elas representam oportunidades concretas de atração de investimentos, abertura de mercados, fortalecimento político e geração de emprego e renda. Nesse aspecto, a comparação entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro revela duas visões distintas de política externa — com resultados claramente diferentes para o Brasil.
Enquanto o governo Bolsonaro manteve uma agenda internacional limitada, concentrada em poucos parceiros e com baixo retorno econômico mensurável, o terceiro mandato de Lula retomou o protagonismo brasileiro no cenário global, com uma diplomacia ativa, multilateral e fortemente orientada para negócios, investimentos e desenvolvimento.
Bolsonaro: viagens concentradas e pouco aproveitamento econômico
Entre 2019 e 2022, Jair Bolsonaro realizou pouco mais de 20 viagens oficiais ao exterior, com forte concentração nos Estados Unidos e agendas predominantemente políticas. O período foi marcado por desgaste ambiental, afastamento da União Europeia, redução do diálogo com organismos multilaterais e isolamento progressivo do Brasil em fóruns estratégicos.
Apesar das viagens, não houve anúncio expressivo de pacotes estruturantes de investimentos internacionais ligados diretamente à agenda presidencial. A política externa daquele período ficou caracterizada por alinhamentos ideológicos e baixa diversificação de parceiros comerciais, o que limitou oportunidades para a economia brasileira.
Lula: diplomacia econômica e reconstrução da imagem do Brasil
Já no atual governo, Lula reposicionou o país como parceiro confiável e voltou a integrar o Brasil às principais mesas de negociação do planeta. Suas viagens têm foco claro em:
- atração de investimentos
- ampliação do comércio exterior
- cooperação tecnológica
- transição energética
- reindustrialização
- sustentabilidade
O resultado aparece em números e acordos concretos.
Bilhões em investimentos e acordos internacionais
Desde 2023, o governo federal anunciou resultados expressivos a partir das viagens presidenciais:
China e Emirados Árabes Unidos (2023)
Foram firmados acordos e memorandos estimados em cerca de R$ 62,5 bilhões, envolvendo infraestrutura, energia, indústria, logística e tecnologia.
Portugal (2025)
Assinatura de 20 acordos bilaterais, fortalecendo parcerias nas áreas de ciência, educação, justiça, economia e inovação.
China (2025)
Mais 20 acordos formais e 17 documentos de cooperação, consolidando uma relação estratégica em setores como agronegócio, indústria, energia limpa, inteligência artificial e pesquisa científica.
Índia e Coreia do Sul
Avanço nas negociações comerciais, abertura de novos mercados para produtos brasileiros, cooperação tecnológica e articulação para investimentos industriais.
Essas agendas foram acompanhadas por ministros, empresários e bancos públicos, conectando diretamente governos e setor produtivo — transformando diplomacia em oportunidade real de negócios.
Diversificação de mercados e fortalecimento do comércio exterior
Outro diferencial do governo Lula é a ampliação do leque de parceiros internacionais. O Brasil voltou a dialogar simultaneamente com:
- Ásia
- Europa
- Oriente Médio
- África
- América Latina
- Estados Unidos
Essa estratégia reduz a dependência de poucos compradores e fortalece setores como:
- agronegócio
- indústria de transformação
- mineração
- economia verde
- serviços
- tecnologia
O objetivo é claro: deixar de ser apenas exportador de commodities e avançar na venda de produtos com maior valor agregado.
Relação com os Estados Unidos: diálogo acima do confronto
Lula também restabeleceu uma relação institucional madura com os Estados Unidos, baseada no diálogo e na negociação.
Mesmo diante de tensões comerciais recentes, quando o presidente norte-americano Donald Trump anunciou a intenção de aplicar tarifas elevadas sobre produtos estrangeiros, o governo brasileiro optou pelo caminho diplomático.
Lula sinalizou disposição para manter um comércio aberto, equilibrado e cooperativo. A postura do Brasil, apoiada pelo Itamaraty, ajudou a reabrir canais de negociação e evitar uma escalada tarifária, preservando interesses estratégicos brasileiros.
Diferente do confronto adotado em governos anteriores, Lula apostou em diplomacia profissional e construção de consensos, devolvendo previsibilidade às relações comerciais entre os dois países.
Multilateralismo e imagem internacional recuperada
Além dos ganhos econômicos, o Brasil voltou a ocupar espaço relevante em fóruns globais como G20, BRICS e ONU. O país retomou liderança em pautas ambientais, climáticas e sociais, fatores decisivos para atrair investimentos internacionais.
A reconstrução da imagem externa também impacta diretamente a economia: investidores buscam estabilidade política, compromisso ambiental e segurança jurídica — pilares recolocados no centro da política externa brasileira.
Avaliação: viagens que se transformam em desenvolvimento
A principal diferença entre os dois governos está nos resultados.
Com Lula, as viagens internacionais se traduzem em:
- bilhões em investimentos anunciados
- dezenas de acordos assinados
- ampliação de mercados para produtos brasileiros
- fortalecimento da imagem do país
- retomada do protagonismo ambiental
- estímulo direto à economia nacional
Já no governo Bolsonaro, a política externa teve baixo retorno econômico mensurável e reduziu a presença brasileira em espaços estratégicos.
Hoje, o Brasil voltou a ser ouvido, respeitado e procurado.
A agenda internacional do presidente Lula demonstra que diplomacia não é turismo institucional — é ferramenta concreta de desenvolvimento. Os números, os acordos e a reaproximação com grandes economias mostram que o atual governo recolocou o Brasil no mapa global, criando bases reais para crescimento sustentável, geração de empregos e fortalecimento da soberania nacional.