Canetas emagrecedoras podem ficar mais acessíveis: governo articula produção nacional de medicamentos usados contra obesidade e diabetes

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20 de fevereiro de 2026
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Brasília – 20 de fevereiro de 2026

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou avanços importantes nas articulações internacionais para trazer ao Brasil a tecnologia dos medicamentos à base de GLP-1 — conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras — atualmente caros e fora do alcance da maioria da população.

Durante visita técnica à Biocon Biologics, na Índia, o ministro conheceu de perto a plataforma tecnológica usada na produção desses medicamentos, que são indicados para tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, além de terapias biológicas contra o câncer de mama.

Segundo Padilha, o foco do governo federal é trazer essa tecnologia para o Brasil, fortalecer a produção nacional de medicamentos e reduzir a dependência de importações.

“O objetivo é trazer essa tecnologia para o Brasil, fortalecer nossa produção nacional e avançar na soberania sanitária. Mais inovação, menos dependência externa e mais acesso pelo SUS”, afirmou o ministro.

Hoje, as chamadas canetas emagrecedoras são vendidas quase exclusivamente na rede privada e com preços elevados, o que torna o tratamento inacessível para grande parte dos brasileiros. Em muitos casos, o custo mensal ultrapassa milhares de reais, impedindo o uso contínuo por quem mais precisa.

A proposta do Ministério da Saúde é que, com a transferência de tecnologia e a produção desses medicamentos em território nacional, seja possível reduzir os custos e, futuramente, avaliar a incorporação dessas terapias ao Sistema Único de Saúde (SUS). Isso pode beneficiar diretamente pessoas com obesidade e diabetes, que dependem do sistema público para acompanhamento médico.

Além das canetas de GLP-1, a parceria também envolve medicamentos biológicos usados no tratamento do câncer de mama, ampliando o alcance da iniciativa.

A estratégia faz parte do fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, política que busca desenvolver a indústria farmacêutica brasileira e garantir maior autonomia ao país na produção de medicamentos de alto custo.

Na prática, a iniciativa pode representar economia de recursos públicos, geração de empregos e, principalmente, mais acesso da população a tratamentos modernos.

O governo avalia que a internalização dessas tecnologias pode abrir um novo ciclo de desenvolvimento para o setor farmacêutico nacional, permitindo que medicamentos hoje restritos a poucos passem a chegar a quem depende exclusivamente do SUS, tornando realidade o lema defendido pelo Ministério da Saúde: mais inovação, menos dependência externa e mais cuidado com o povo brasileiro.

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