Adolpho Loyola denuncia “central de fofocas” contra Jerônimo e diz que prefeitos não cairão em “terrorismo político”

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26 de fevereiro de 2026
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Jerônimo Rodrigues
ACM Neto

O embate político na Bahia ganhou novos contornos — e saiu do campo das insinuações para acusações diretas. O secretário de Relações Institucionais do Estado, Adolpho Loyola, disparou contra o grupo do ex-prefeito ACM Neto e afirmou, sem meias palavras, que existe um verdadeiro “departamento de fofoca” atuando para minar a relação entre o Governo do Estado e os prefeitos baianos.

De acordo com o secretário, aliados do adversário estariam ligando para gestores municipais e lideranças políticas com um discurso alarmista: o de que o governo não cumpriria compromissos firmados em obras e ações nos municípios. A estratégia, segundo ele, seria espalhar insegurança administrativa e criar desgaste político onde há convênios assinados e serviços em execução.

“Não trabalhamos com fofoca, trabalhamos com entrega”, garantiu Loyola, ao assegurar que todas as obras pactuadas serão concluídas. A fala veio acompanhada de um recado claro: o Governo da Bahia mantém diálogo institucional com todos os prefeitos, independentemente de partido ou alinhamento político.

O secretário elevou ainda mais o tom ao afirmar que os mesmos prefeitos que derrotaram ACM Neto na eleição passada devem repetir o resultado neste ano. A declaração foi interpretada como um sinal de confiança do grupo governista na manutenção das alianças municipais.

Na tentativa de afastar qualquer narrativa de perseguição ou seletividade, Loyola reafirmou que o Estado respeita a soberania do voto e o posicionamento político de cada gestor. Segundo ele, não há distinção partidária na execução de obras e políticas públicas. “Todos os prefeitos são importantes”, destacou.

Nos bastidores, o episódio revela que a disputa estadual já está em plena ebulição. Entre telefonemas, acusações e promessas de entrega, o que se desenha é um cenário de tensão crescente. De um lado, o governo afirma que trabalha com seriedade e responsabilidade institucional. Do outro, surgem denúncias de uma suposta máquina de desinformação operando nos bastidores.

Se a guerra é de narrativas, ela deixou de ser silenciosa. E, ao que tudo indica, a temperatura política na Bahia ainda está longe de esfriar.

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