Violência contra a mulher: a agressão começa com palavras
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08 de março de 2023Ao primeiro sinal, se afaste e denuncie!
A partir de toda essas informações é importante relembrar: a violência começa com as palavras e em grande parte delas escala para violência física e até mesmo feminicídio. Neste caso, ao menor sinal de uma relação abusiva é preciso se afastar. As relações abusivas normalmente seguem um padrão, explicado nas três fases abaixo:
Fase 1:
Nesta fase estão presentes as ofensas verbais, xingamentos, humilhações, gritos, crises de ciúme. Nesta fase está presente a violência psicológica, manipulação e controle, por isso ainda é difícil identificar o abuso, porque a vítima começa a ter seu psicológico abalado.
Fase 2:
A violência psicológica evolui para as agressões físicas, beliscões, empurrões, tapas, socos, chutes, pontapés, etc., além do que a vítima já sabe que está em um relacionamento abusivo, porque as marcas ficam visíveis: olho roxo, marcas pelo corpo, cortes e ossos quebrados. Normalmente esse é o momento em que as mulheres decidem sair da relação, pedem separação e fazem a denúncia na delegacia.
Fase 3:
O abusador sente que está perdendo controle sobre a vítima e entra na última instância do abuso, que é a famosa fase lua de mel. Ele se arrepende, diz que isso não vai mais acontecer, usa de uma manipulação para que a vítima acredite que seu comportamento foi resultado de muito amor e que apenas perdeu a cabeça, tentando manter o controle para que a vítima permaneça como vítima na relação.
Infelizmente nesta fase muitas mulheres acreditam que o abusador irá mudar e perdoam, voltando para fase inicial dos abusos.
Em briga de marido e mulher, devemos meter a colher?
A resposta é SIM! Se você vir uma mulher sendo agredida física ou psicologicamente é dever seu de cidadão, formalizar uma denúncia. Muitas mulheres devido a dependência emocional e financeira de seus parceiros acabam não prestando queixa, mas o que elas talvez não saibam é que após uma relação agressiva existe muita vida para ser vivida e muitas possibilidades de resgate e cura.
Por isso todos temos que estar atentos para auxiliar e, quem sabe, até mesmo salvar vidas. E, lembre-se, se você está sendo agredida, existem algumas opções.
– Central Nacional de Atendimento à Mulher – Em todo território nacional o telefone é 180 ou ligue 190.
