Rui Costa mediou conflito entre Haddad e ala política em discussão sobre combustíveis
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28 de fevereiro de 2023
Criticado enquanto governador da Bahia pela falta de tato político e atualmente alvo de repreensão por suposta imposição do nome da esposa, Aline Peixoto, para o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), o ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) tem desempenhado um papel de conciliador no governo federal.
Conforme informações da coluna de Igor Gadelha, no portal Metrópoles, ele é elogiado nos bastidores por ter mediado os conflitos travados entre a área econômica e a ala política a respeito da reoneração dos combustíveis.
Segundo a publicação, ele é apontado como principal responsável por “acalmar os ânimos” entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e a ala política do governo, capitaneada pela deputada Gleisi Hoffmann, que preside o PT e é uma fiel escudeira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No embate, Haddad se posicionou pelo fim da desoneração do PIS/COFINS e da CIDE sobre a gasolina e o álcool, enquanto Gleisi defendia a prorrogação da alíquota zero. A medida foi imposta pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em período eleitoral e impacta no orçamento dos estados, municípios e da União.
De acordo com a coluna, diante do impasse, Rui Costa foi a “principal voz” nas reuniões realizadas para alinhar uma solução e chegar a um “meio-termo”, cessando a “fritura” do ministro da Fazenda. Com os ânimos apaziguados, ficou acordado a reoneração de forma gradual.
Esta não é a primeira vez que ele assume papel de conciliador. Em meio à crise, após os atentados de 8 de janeiro, Rui também atuou para acalmar os ânimos entre o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), e os militares que se opunham à prisão dos manifestantes golpistas.