Resistência à vacinação reintroduz doenças antes controladas: coqueluche preocupa na Bahia
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20 de novembro de 2024
A resistência de parte da população à vacinação tem reintroduzido doenças anteriormente erradicadas ou sob controle no Brasil, segundo especialistas em saúde pública. A falta de adesão a campanhas de imunização tem causado impactos graves, como o desperdício de vacinas na rede pública e o reaparecimento de enfermidades que podem levar à morte.
Um exemplo recente é o aumento de casos de coqueluche na Bahia, uma doença infecciosa grave, especialmente em bebês e crianças pequenas. A coqueluche, também conhecida como tosse comprida, pode ser prevenida com a vacina DTP, que protege contra difteria, tétano e coqueluche.
Quem deve se vacinar contra a coqueluche?
A vacinação contra a coqueluche é recomendada para:
Crianças: doses aos 2, 4 e 6 meses de idade, com reforços aos 15 meses e 4 anos.
Gestantes: dose única a partir da 20ª semana de gravidez para proteger o recém-nascido.
Adultos não imunizados: podem ser vacinados conforme orientação médica.
Onde encontrar a vacina?
A vacina está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em todo o Brasil. No entanto, para que a proteção alcance toda a população, é essencial que as pessoas compareçam às unidades e atualizem suas cadernetas de vacinação.
Importância da vacinação
A vacinação é uma das medidas mais eficazes de saúde pública no mundo, evitando surtos, hospitalizações e mortes. Especialistas alertam que, sem a adesão da população, doenças como coqueluche, sarampo e poliomielite podem voltar a representar graves ameaças à saúde pública.
Por isso, é crucial que a sociedade entenda que vacinar-se não é apenas um ato de proteção individual, mas de responsabilidade coletiva. Vacinas salvam vidas e ajudam a manter as doenças longe das comunidades.
Autoridades de saúde reforçam o apelo para que as pessoas procurem as UBSs, garantam a imunização de seus filhos e contribuam para o fortalecimento da saúde pública no Brasil.