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Produção industrial baiana tem maior crescimento do país, diz IBGE

By 12 de março de 2020 Nenhum Comentário

A produção industrial na Bahia teve o maior crescimento do Brasil, em janeiro, comparado ao mês de dezembro, descontados os efeitos sazonais com a porcentagem de 10,3%. Entre os meses de dezembro e janeiro, o desempenho da indústria baiana foi dez vezes melhor do que o nacional, que cresceu apenas 0,9%.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este foi o melhor resultado para um mês como janeiro no estado desde o início da nova série histórica da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional, iniciada em 2002.

O crescimento da produção industrial na Bahia foi o primeiro resultado positivo depois de duas quedas consecutivas. Segundo Bernardo Almeida, analista da PIM-PF Regional, “a indústria baiana conseguiu, com a alta de janeiro, eliminar as perdas dos dois meses anteriores, quando havia acumulado recuo de 5,5%”.

O bom desempenho da indústria baiana nesse confronto acompanhou o movimento positivo verificado em 13 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE. Essa disseminação de taxas positivas foi a maior desde junho de 2018, quando a indústria começou a se recuperar da greve dos caminhoneiros, iniciada em maio daquele ano. Em comparação ao mês de dezembro, a produção industrial caiu apenas em Mato Grosso (-2,3%) e no Pará (-4,2%).

Das atividades da indústria baiana pesquisadas pelo IBGE, quatro delas apresentaram avanços de produção. O resultado positivo do setor de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (40,7%) e de celulose, papel e produtos de papel (31,6%) foram os influentes para o crescimento industrial em janeiro.

Por ter o maior peso na estrutura industrial baiana, o segmento dos derivados de petróleo teve o sexto resultado positivo consecutivo mostrando ritmo crescente de avanço na atividade. O resultado teve influência no aumento na produção de óleos combustíveis e de óleo diesel.

Já o segmento de papel e celulose teve o primeiro aumento de produção depois de sete quedas seguidas, com avanços na fabricação de todos os produtos investigados na Bahia.

As principais influências negativas no resultado da produção industrial do estado vieram da metalurgia e da fabricação de minerais não-metálicos.