Na Cara

Morre Remi Bertol

By 19 de novembro de 2020 Nenhum Comentário

Morreu nesta quinta-feira, 19 de novembro, em Teixeira de Freitas, Remi Bertol, de 71 anos, vítima de câncer.

Remi era natural de Pato Branco- PR e veio para a região com a esposa Izabel e os filhos para trabalhar na Bahia Sul (Suzano). Carismático, Remi conquistou uma legião de amigos, tanto no trabalho como na vida social.

Um dos colegas de trabalho e amigo pessoal, Nelson Mota, mantenedor da FASB, resumiu em uma postagem em sua página do Face, a pessoa de Remi, que parte para o andar de cima deixando muita tristeza entre familiares e amigos, mas a certeza de ter construído aqui na terra uma legião de amigos.

Por Nelson Mota;

Remi, meu amigo de fé e irmão camarada, que conheci em 1989 quando vim para Teixeira de Freitas, trabalhar na antiga Bahia Sul. A gente que sai de nossa terra natal e vem trabalhar em outras cidades, sentindo o peso da falta da proximidade dos irmãos, termina adotando como irmãos, amigos que a gente mais considera. E foi assim com o Remi. De colegas de empresa, criamos uma relação de irmandade que éramos como uma família só, tudo parente. Nossos filhos nos tratavam reciprocamente como tios. Formamos um grupo que tinha um encontro anual, o REALFLO (Retiro Alcoólico Florestal), que era aguardado e comemorado por todos, tanto quanto as festas de fim de ano. O Remi com seu jeito brincalhão e companheiro, sempre foi uma das figuras mais marcantes nesses eventos. Suas brincadeiras junto com sua esposa Isabel e seus filhos, alegravam o ambiente de maneira especial. Dono de um bom humor invejável, poucas vezes o vi preocupado ou aborrecido. Era aquele cara que se você desse a ele um limão, ele fazia uma limonada. Para ser mais exato, uma caipirinha.

No trabalho foi sempre aquela pessoa de que todos gostavam e com quem todos queriam trabalhar. Às vezes eu mesmo cheguei a repreendê-lo pela sua bondade e simplicidade excessiva. Mas esse era o jeitão dele: amigo e incapaz de fazer mal a ninguém. Engraçado é que pelo sotaque gaúcho era barulhento que às vezes parecia nervoso, mas levava tudo na brincadeira. Em nossos últimos encontros, mesmo com a doença já castigando sua caminhada, mantinha o bom humor e a esperança. Todos carinhosamente o chamavam de “Tesouro” que era como sua esposa se referia a ele. Realmente um tesouro, cuja riqueza foi compartilhada com todos aqueles que tiveram a oportunidade de desfrutar de sua amizade e relacionamento.

Fonte Bahiaextremosul