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Leão vai processar CEO de empresa investigada por fraude na compra de respiradores

By 15 de junho de 2020 Nenhum Comentário

O vice governador da Bahia e secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, João Leão, afirmou, nesta segunda-feira (15), que irá processar judicialmente, por danos morais, os empresários Paulo de Tarso, CEO da empresa Biogeoenergy, preso na Operação Ragnarok e que está sendo investigado pela fraude na compra de respiradores, e o empresário Cleber Isaac, citado como “intermediário” no caso.

De acordo com a SDE, Paulo procurou pela pasta em busca de parceria para abrir uma fábrica de respiradores e uma unidade de reciclagem de plástico no estado.

“Diferente do que foi dito pelo Paulo de Tarso, ele procurou a SDE interessado em abrir fábrica do equipamento na Bahia, jamais tratamos de contrato comercial, pois este não é o mote de atuação da SDE. Além disso, eu jamais tutelei o Cleber Isaac para representar o governo em tratativa comercial, nem o conhecia. Estou processando os dois”, disse Leão.

A secretaria esclareceu que a natureza do assunto foi tratado institucionalmente entre a empresa e a pasta. Segundo a SDE, Leão e equipe técnica receberam a comitiva da empresa, procedimento que ocorre com todo investidor que procura a pasta querendo trazer novos empreendimentos para o Estado.

A SDE afirmou que não participa do processo de compras de equipamentos hospitalares no Estado. A pasta tem atuação focada na atração de investimentos, incentivando com benefícios fiscais as empresas que, obedecendo os critérios técnicos e de legalidade, se implantam na Bahia gerando emprego e renda para os baianos.

Além disso, a pasta reforça que a reunião com a Biogeoenergy aconteceu em uma sala com seis pessoas, como é determinado por João Leão. Na reunião, a empresa foi informada que a assinatura do protocolo de intenções ocorreria mediante verificação técnica do equipamento, feita pelo Senai Cimatec, e após aprovação da Anvisa.

O aparelho não passou pelo crivo técnico da análise feita pelo Cimatec e nem detém autorização da Anvisa. Este fato inviabilizou o pedido de assinatura de protocolo de intenções para possível abertura de uma fábrica na Bahia.