Bahia

Grupo protesta em Salvador contra manchas de óleo que atingem praias do litoral nordestino

By 22 de outubro de 2019 Nenhum Comentário

Um grupo de manifestantes, formado por pescadores, artesãos e professores, protestam na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no Nordeste de Amaralina, em Salvador, nesta terça-feira (22), contra a situação das manchas de óleo que atingem o litoral nordestino.

Segundo os participantes, além de cobrar urgência nas investigações, o movimento serve para dar visibilidade aos pescadores que são afetados diretamente pela situação, mas que segundo eles ainda não foram ouvidos.

“Desde agosto, há mais de cinquenta dias, assistimos ao que já se tornou o maior caso sobre contaminação por óleo em termo de extensão. Os pescadores têm sido uma voz invisibilizada por essa crise. Eles não são ouvidos e dependem do pescado para viver. A ideia é que eles sejam inseridos nos debates”, contou Pedro Diamantino, professor acadêmico que participa do movimento.

O grupo usa vários cartazes para chamar atenção para o problema. “Não queremos óleo em nossos corpos”, diz um deles.

Segundo informações da Polícia Militar (PM), inicialmente, estudantes e pescadores, estavam na praia de Amaralina, quando resolveram entrar na sede do Ibama para continuar com os protestos, que seguem com tranquilidade. Não há informações sobre a quantidade de participantes.

O G1 entrou em contato com o Ibama para levantar mais detalhes sobre a situação, mas ainda não obteve retorno.

As manchas de óleo começaram a chegar no estado em 3 de outubro, quase um mês após o início do problema no país. Mais de 200 praias já foram afetadas pelo óleo em todo o Nordeste. Na Bahia, são ao menos 49 localidades. O estado foi o último a receber a substância.

Por causa do problema, o Governo Federal reconheceu situação de emergência na Bahia. A situação foi reconhecida em decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (22).

Na última semana, o Ministério Público Federal (MPF-BA) e o Ministério Público do estado (MP-BA) ingressaram com uma ação pública contra a União e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) por causa do óleo. Os órgãos disseram que veem “omissão” na demora em adotar medidas de proteção e que ingressaram com a ação “em decorrência das consequências e riscos ambientais provenientes do vazamento de óleo”.