Governo Lula evita novas propostas ao Congresso em 2026 para reduzir tensão eleitoral
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25 de dezembro de 2025
O Palácio do Planalto trabalha com uma estratégia mais cautelosa para 2026. Em ano eleitoral, a orientação dentro do governo Lula (PT) é não encaminhar novos projetos de grande impacto ao Congresso Nacional, numa tentativa clara de reduzir atritos com a Câmara e o Senado e evitar desgastes políticos às vésperas da disputa nas urnas.
A avaliação entre petistas e aliados é de que o cenário vivido em 2025, marcado por embates frequentes com o Parlamento, não deve se repetir. A ideia é preservar uma relação minimamente estável com deputados e senadores, sobretudo diante de um Congresso mais sensível a pressões regionais e eleitorais no próximo ano.
Segundo apuração da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, a estratégia passa por frear novas iniciativas do Executivo e concentrar o debate em matérias que já estão em tramitação no Legislativo. Entre elas, a PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6×1, apontada como uma das principais bandeiras do PT e de partidos aliados para o período pré-eleitoral.
A proposta, no entanto, não deve avançar sem negociações. Lideranças do Centrão admitem discutir o tema, desde que o governo aceite ceder em pautas consideradas prioritárias para o grupo, mantendo a lógica de troca que costuma marcar votações sensíveis no Congresso.
Outra frente que seguirá no radar do Planalto é a chamada PEC da Segurança Pública. A proposta é tratada internamente como uma das apostas do governo para o debate nacional sobre o tema, mas deve passar por ajustes significativos durante a tramitação na Câmara, refletindo a correlação de forças no Legislativo.