ENTREVISTA | Rui Costa: “Salvador só avançou na saúde porque o Governo do Estado assumiu o que a Prefeitura não fez”
-
22 de dezembro de 2025
Em entrevista, o ex-governador da Bahia e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, fez um duro comparativo entre a atuação do Governo da Bahia e o desempenho do Executivo municipal de Salvador nos últimos anos. Segundo ele, a saúde da capital é hoje sustentada majoritariamente por investimentos estaduais, enquanto a Prefeitura acumulou omissões ao longo de 16 anos.
“Quando a gente fala de saúde em Salvador, é preciso ser honesto com a população. Os maiores hospitais que atendem o povo da capital são hospitais do Estado. Foram construídos, ampliados e mantidos pelo Governo da Bahia. Não são obras da Prefeitura”, afirmou Rui.
O ex-governador destacou que o mesmo ocorre com os serviços especializados. Salvador conta hoje com duas policlínicas regionais implantadas pelo Governo do Estado, que oferecem consultas com especialistas, exames e diagnósticos de alta complexidade.
“Essas policlínicas que funcionam em Salvador são do Estado. Foi o Governo da Bahia que levou esse modelo para a capital. A Prefeitura não implantou esse tipo de estrutura. A população precisa saber disso”, reforçou.
Rui Costa voltou a criticar a ausência de políticas estruturantes do Executivo municipal, especialmente na atenção à saúde da mulher. Mesmo após quase duas décadas de gestões ligadas ao grupo político do ex-prefeito ACM Neto, Salvador segue sem maternidade municipal e sem casa de parto.
“Estamos falando de uma capital com milhões de habitantes que, depois de 16 anos, não conseguiu construir uma maternidade municipal nem uma casa de parto. Isso é muito grave. Salvador depende da rede estadual para atender partos e cuidados obstétricos”, disse.
Na avaliação de Rui, o contraste fica ainda mais evidente quando se observa o histórico do Governo do Estado ao longo de quase 20 anos. Segundo ele, a Bahia passou por uma transformação profunda na saúde pública, com hospitais modernos, policlínicas regionais, ampliação de leitos, regionalização do atendimento e fortalecimento da rede especializada.
“O Estado fez sua parte, investiu, planejou e executou. Levamos saúde para o interior e, ao mesmo tempo, sustentamos Salvador. Se hoje a capital não entrou em colapso na saúde, é porque o Governo da Bahia assumiu responsabilidades que deveriam ser do município”, afirmou.
Rui Costa também relacionou o debate ao cenário eleitoral que se aproxima.
“Para 2026, a comparação é simples e objetiva. Basta olhar o que foi feito pelo Governo do Estado em quase 20 anos e comparar com os 16 anos do mesmo grupo político à frente da Prefeitura de Salvador. Não é discurso, são obras, números e equipamentos. A diferença está escancarada”, concluiu.
Segundo o ex-governador, a população tem condições de fazer essa leitura com clareza, comparando quem entregou resultados concretos e quem deixou lacunas históricas em áreas essenciais como a saúde pública.