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Dom Antônio Elizeu Zuqueto, Ex Bispo de Teixeira de Freitas será homenageado hoje

By 11 de agosto de 2020 Nenhum Comentário

Hoje o saudoso Bispo de Teixeira de Freitas Dom Antonio Elizeu Zuqueto, será justamente homenageado pela prefeitura de Teixeira de Freitas, onde a Futura UMI levara o seu nome.

O motivo da homenagem é pelos relevantes serviços prestados a comunidade Católica e a toda região do Extremo Sul, onde Constituiu 2 hospitais, vários asilos e frentes sociais.

Dom Antônio Eliseu Zuqueto nasceu no dia 29 de abril de 1928, em Resplendor, cidade do Vale do Rio Doce, no extremo leste do Estado de Minas Gerais, mas foi criado na cidade vizinha de Marilândia, no extremo oeste do Estado do Espírito Santo, onde seus familiares estão radicados até os dias atuais. Formou-se em Teologia e Filosofia pela Universidade Federal do Espírito Santo.

Em 19 de março de 1955, aos 26 anos de idade, foi ordenado frei servindo como Sacerdote da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos de Santa Teresa, na região serrana do Espírito Santo. Foi pároco em Colatina e na sua segunda terra natal “Marilândia-ES”. No dia 14 de março de 1980, foi nomeado bispo auxiliar da Diocese da Igreja Católica de Teófilo-Otoni, na região nordeste de Minas Gerais, onde permaneceu até 1983 e deixou o cargo já ordenado bispo titular.

No dia 8 de junho de 1980, recebeu a ordenação episcopal na cidade de Itambacuri, na região Vale do Rio Doce, leste do Estado de Minais Gerais. Acolhendo como divisa sagrada da sua vida sacerdotal, a fase: “Ipse Nostra Pax” (Cristo é nossa paz). Ainda exerceu inúmeras atividades eclesiais como pároco, formador, vice-provincial.

Em sua vida dedicada a Deus e a Igreja Católica, Dom Antônio Eliseu Zuqueto ocupou o cargo de pároco e de vice-reitor do Seminário Menor, em Santa Tereza, na região serrana capixaba. Foi superior e vigário em Conceição do Mato Dentro, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Foi Primeiro Conselheiro da Custódia da Arcodiocese do Rio de Janeiro. Superior e Vigário em Itambacuri-MG. E foi vice-provincial e vigário da Paróquia São Sebastião, da capital do Rio de Janeiro.

No dia 18 de abril do ano de 1983, houve a transferência do bispo Filippo Tiago Broers, onde já estava desde 3 de maio de 1963 dirigindo a Igreja Católica nos 21 municípios do extremo sul da Bahia, com sede em Caravelas. Oportunidade que a sua santidade o Papa João Paulo II, assinou o decreto denominado de “Sacra Congregation Pro Episopis” que transferia de Caravelas para a cidade de Teixeira de Freitas a sede regional administrativa da Igreja Católica e passaria a ter base em apenas 13 municípios do extremo sul da Bahia. Porque na época foi também criada uma nova Diocese na cidade de Eunápolis com base nos outros 9 municípios do extremo sul.

A Diocese de Caravelas passaria a se chamar a partir daquela data “Diocese Teixeira/Caravelas”. 74 dias depois, no dia 2 de julho de 1983, feriado da independência da Bahia, assumia oficialmente como o primeiro bispo de Teixeira de Freitas e dirigente superior da Igreja Católica na Diocese Teixeira/Caravelas, o bispo Dom Antônio Eliseu Zuqueto.

Dom Antonio Zuqueto dirigiu a Diocese Caravelas/Teixeira até o dia 26 de julho de 2005. Aos 78 anos de idade, deixou o cargo na época, após 22 anos dirigindo a diocese, para se aposentar e foi outorgado pelo Vaticano com o título de Bispo Emérito da Diocese Teixeira/Caravelas. O seu lugar foi ocupado pelo bispo sergipano Dom Carlos Alberto dos Santos que por ocasião da sua morte lhe faz a mais bela homenagem ao lhe sepultar na cripta dos bispos da nova Catedral Basílica de São Pedro.

O bispo emérito Dom Antônio Eliseu Zuqueto faleceu aos 88 anos e além de ter sido o Segundo bispo de Teixeira de Freitas ele é o primeiro bispo emérito a ser sepultado no Jazigo dos Bispos, na cripta da nova Catedral de São Pedro, onde passa a ter o seu nome imortalizado na história. Por honra e glória, foram mais de duas décadas celebrando as mais acentuadas cerimônias e festividades religiosas em favor da paz de espírito das pessoas em toda região por intermédio da Igreja Católica, especialmente em Teixeira de Freitas, cidade onde ele já havia escolhido em vida, para ser sepultado quando morresse.
Em 22 anos administrando a Diocese Teixeira/Caravelas, criou várias paróquias, ordenou dezenas de sacerdotes, promoveu construções nas paróquias, deu impulso aos meios de comunicação social e da pastoral vocacional. Aglutinou o clero e fortaleceu os leigos, motivou as igrejas e cativou os movimentos. Criou planos de evangelização e formação cristã da diocese. E de fato escreveu a história da igreja católica no extremo sul da Bahia de maneira singular.