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Cristianismo: o indesejável na Nova Ordem Mundial

By 5 de janeiro de 2022 Nenhum Comentário

Por João Carlos Vieira

Examinando brevemente a história podemos constatar um fenômeno extraordinário: O CRISTIANISMO sempre foi indesejável. Entretanto, com a NOVA ORDEM MUNDIAL passou a ser mais indesejável ainda.

É bom explicar os termos dos bastidores. Vamos iniciar pela NOM.  Há um projeto de Nova Ordem Mundial que sustenta a ideia de uma nova civilização, mediante novos fundamentos ideológicos, um novo homem, uma nova economia, uma nova sociedade para um admirável mundo novo com inclusão, tolerância, justiça social, bem-estar e meio ambiente sustentável. É o Paraíso Perdido.

As elites globais querem um mundo novo sob controle e submetido à racionalidade científica e ao totalitarismo estatal. Tudo indica que limitará o poder do cidadão e não abrirá espaço para a participação democrática popular.  Todavia, fala muito em povo e coletividade. Lembra da Torre de Babel?

Quando examinamos a história do ocidente podemos perceber que a civilização ocidental tem no seu DNA a filosofia grega, o direito de Roma e o Cristianismo. Podemos destacar que esse último é o elemento de coesão e modelagem do comportamento mais poderoso. É o que gerou integração e proporcionou ao império romano uma sustentação.  Em destaque dessa tríade, o cristianismo, ou a doutrinação judaico-cristã, toma forma relevante a partir do Imperador Constantino que cooptou a ideologia cristã para o império, permitindo a reconfiguração das mentes e cessando as perseguições aos cristãos, tornando a seita em religião oficial do império em 312 d.C.

Constantino tem papel fundamental na construção do pilar central do ocidente em decorrência da sua visão política de integrar o reino com uma ideologia nova que acolhe, pacifica e transforma os pagãos muito mais rápido do que as perseguições e as guerras.

De fato, o cristianismo se consolidou como religião ocidental de natureza expansionista já nos seus primórdios, modelando a sociedade do período feudal, tornando-se traço marcante da civilização do ocidente.

Em todos os cantos estavam a Cruz e seus agentes para doutrinar e impor uma nova visão de mundo. Atravessando longos séculos de contestações e de crises, o cristianismo é um elemento que persiste historicamente e sempre cresceu sob ataques e perseguições. Entretanto, o século XIX  foi o berço de ideias que radicalmente induziria grande parte das mentes críticas ao modelo de sociedade ocidental para uma cruzada anticristã no campo filosófico e político.

No século XX, a criação do Estado Socialista Russo surge em decorrência das ideias críticas do século XIX. Esse Estado Socialista Soviético imprimiu uma estratégia de combate ao cristianismo e ofertou aos ocidentais revolucionários um modelo possível de sociedade que produziria uma nova civilização. Mas, o modelo de 1917 “fracassou” no final dos anos 80 e início dos anos 90.

A imposição da cosmovisão comunista na nação russa não obteve êxito integral por não atender às necessidades reais dos povos que faziam parte da antiga URSS. Isso é uma evidencia histórica do fracasso do modelo nos moldes soviéticos. Há relatos de que o Vaticano e os Estados Unidos trabalharam juntos para alterar o modelo soviético juntamente com o Mikail Korbachev. Fato é que a URSS desmantelou-se.

O cristianismo venceu, mas o ódio ao modelo de sociedade judaico-cristã ocidental não foi minimizado de forma alguma. A Glasnost e a Perestroika ajudaram o povo russo e outros irmanados a superarem as mazelas soviéticas momentaneamente. Contudo, o plano maior foi o de difundir a ideia de que o “inimigo” do Ocidente “não existia mais”. Diante desse fato, caberia agora ao Ocidente implantar um desarmamento ideológico e militar.

Com o desarmamento ideológico o Ocidente acolheu múltiplos partidos, fez concessões, novas constituições e novas pautas políticas que reconfiguraram gradualmente a sociedade judaico-cristã.

Após décadas de uma silenciosa e obscura doutrinação, as mentes não são mais acolhedoras às doutrinas cristãs sejam católicas, sejam protestantes. O mundo se transformou num ambiente hostil ao Cristianismo.

Uma das características marcantes é a adoção de teologias críticas de viés marxista que abrem “caminhos” para mudanças profundas no mundo cristão.

Atualmente as pautas politicas trabalham uma inclusão ampla de minorias e as mentes pós-modernas foram educadas por uma mídia que acolhe as novas pautas e abre espaço para agressivos ataques à cultura cristã por meio de programas, músicas, debates e novelas.

Quem não se lembra das manifestações carnavalescas em que o Cristo foi espancado e humilhado pelo Diabo no palco do carnaval carioca? São tantos fatos que evidenciam que o cristianismo não é mais desejável. Não é mais bem acolhido. Inclusive por teólogos que já pregam mudanças nas cláusulas pétreas das confissões protestantes, principalmente.

O Cristianismo tornou-se indesejável ao longo de um processo histórico marcado por ataques dissimulados e conspirações anti-cristãs ao redor do mundo.

O choque de perspectivas ou cosmovisões diferentes geram atritos e fendas nas relações entre pessoas e nações. Atualmente, há uma revolução cultural em processo acelerado de implantação de uma nova ordem. Uma nova civilização se erguerá em decorrências das mudanças e conflitos que estamos vivenciando no momento.

Estamos diante de uma nova religião que impõe um novo deus, um novo credo e uma nova liturgia. Uma nova religião que promete trazer o paraíso para as pessoas na terra com um mundo sustentável e socialmente equilibrado dentro dos princípios de igualdade e fraternidade. É um novo mundo em que todos estarão incluídos, exceto Deus.

Como o Cristianismo é indesejável e até mesmo inconveniente para o atual processo de derrocada moral e espiritual, convém sobrepuja-lo! Como? Mediante uma nova religião que negue o Criador e desfigure a criatura.

O Criador não existe e as criaturas também não existem, enquanto macho e fêmea. São seres humanos que evoluíram e se desenvolveram ao longo de milhares anos na perspectiva darwinista. O fato de serem macho e fêmea é o resultado de uma engenharia do acaso. Trata-se da perda da identidade que a Nova Religião quer introjetar nas próximas gerações para se livrar do indesejável Cristianismo do Messias. Para onde irá o Cristianismo se o Admirável Mundo Novo não o deseja como antes?

Por Prof. ADM. João Carlos Vieira da Silva

jcvs.cons.adm@hotmail.com

CONSULTOR EMPRESARIAL,TREINADOR E PALESTRANTE.