Comerciantes ignoram limpeza pública e transformam Praça da Bíblia em ponto constante de descarte irregular
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24 de novembro de 2025
A cena se repete diariamente no coração de Teixeira de Freitas: a equipe de limpeza pública conclui o trabalho na Praça da Bíblia e, pouco tempo depois, o local já volta a apresentar um amontoado de lixo que contrasta com a beleza da Rua Gourmet e com o fluxo intenso de moradores e visitantes no centro. O problema não surge pela falta de ação do poder público, mas pela postura de alguns comerciantes que insistem em utilizar a praça como depósito de resíduos — e, por causa de poucos, todos acabam pagando o preço.

Bagaço de cana, caixas de papelão, embalagens e outros materiais são descartados de forma irregular logo após a limpeza. Mesmo com coleta regular e com espaços adequados para o acondicionamento dos resíduos, certos estabelecimentos preferem deixar o lixo na calçada, contribuindo para a degradação visual do centro e para a sensação de desorganização. O resultado é um ciclo que “enxuga gelo”: a prefeitura limpa, e minutos depois o lixo reaparece.
A legislação brasileira — incluindo o Código de Posturas Municipal, a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) e a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) — determina que cada empreendimento é responsável pelo correto descarte de seus resíduos, especialmente em áreas públicas. O lixo produzido por cada comércio não pode, sob nenhuma hipótese, ser deixado em praças, ruas ou calçadas, sob pena de multa e responsabilização.
A Praça da Bíblia é um ponto central e estratégico, ao lado da charmosa Rua Gourmet. Contudo, o contraste entre o ambiente revitalizado e o pequeno “lixão” improvisado cria uma imagem negativa para quem passa, trabalha ou consome na região. A situação exige uma mudança de postura: a prefeitura cumpre sua parte e mantém a limpeza, mas manter a cidade organizada é um dever que precisa ser assumido por todos os comerciantes, já que o desleixo de alguns prejudica a imagem e o movimento de todos.
A responsabilidade é coletiva — e o centro da cidade merece respeito.