Brasil e EUA ampliam diálogo; Vieira e Rubio tratam de comércio e segurança

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02 de fevereiro de 2026
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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone neste sábado (31) com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Segundo o Itamaraty, o contato abordou temas da agenda bilateral, com destaque para comércio exterior e cooperação na área de segurança.

Sem detalhar os pontos discutidos, a chancelaria informou que a conversa também tratou de aspectos relacionados à visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington, anunciada na semana passada e prevista para março. A data do encontro ainda não foi divulgada oficialmente.

O diálogo entre os chanceleres ocorre em um contexto de desconforto diplomático gerado pela proposta de criação do chamado Conselho da Paz, colegiado idealizado e presidido pelo presidente dos Estados Unidos para tratar do futuro da Faixa de Gaza e de outros territórios. Lula foi convidado a integrar o conselho, mas ainda não respondeu formalmente. Na semana passada, durante evento em Salvador, o presidente brasileiro criticou publicamente a iniciativa.

Apesar de buscar aproximação com o governo Trump, sobretudo em temas ligados ao comércio bilateral e à economia global, Lula tem reiterado a posição histórica do Brasil em defesa da Organização das Nações Unidas (ONU) como principal instância do multilateralismo. O presidente também tem defendido uma reforma no Conselho de Segurança da entidade, pauta tradicional da diplomacia brasileira.

A ligação entre Vieira e Rubio ocorre poucos dias após Lula e Trump terem conversado por telefone, na última segunda-feira (26). Na ocasião, além da reforma do Conselho de Segurança da ONU, os dois trataram da situação na Venezuela e da necessidade de preservar a estabilidade regional.

Outro ponto de convergência entre os governos é o combate ao crime organizado transnacional. O Brasil tem defendido maior cooperação internacional, com ênfase no congelamento de ativos de organizações criminosas e no intercâmbio de informações financeiras. A segurança regional é considerada estratégica pelo governo norte-americano, especialmente no enfrentamento ao narcotráfico.

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