Política

Bancada de ACM Neto adota tom amistoso em perguntas a secretários de Rui

By 24 de setembro de 2019 Nenhum Comentário

O vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, João Leão (PP), e o secretário de Infraestrutura do governo, Marcus Cavalcanti, responderam a todas as perguntas feitas por vereadores, após a apresentação do projeto da ponte Salvador-Itaparica, nesta terça-feira (24), na Câmara Municipal.

As perguntas aconteceram em tom amistoso, inclusive as feitas pela bancada do governo ACM Neto. Téo Senna (PHS) e Kiki Bispo (PTB) defenderam o prefeito após Leão acusá-lo de ter um “lapso”.

Já o líder do governo, Paulo Magalhães Jr. (PV), rasgou elogios ao vice-governador e ao projeto da ponte, sem citar Neto.

Respondendo a Carballal (PV), Leão afirmou que todo o estudo de impacto ambiental foi feito à exaustão nos últimos anos. Ele também respondeu que todos os empregos gerados na construção serão locais.

Marcus Cavalcanti rebateu Téo, ao explicar que os aportes do governo do Estado não acontecerão a partir do quarto e quinto anos de construção, mas a partir do segundo.

Marcos Mendes (PSOL) e Sérgio Nogueira (PSDB) foram os mais exaltados durante as perguntas e se colocaram contra a ponte.

Nogueira ainda citou que o prefeito, “quando for governador”, é quem vai inaugurar o equipamento e acusou o governo do Estado de usar a ponte para fins eleitorais.

O vice-governador destacou a Mendes que toda construção gera impacto e, com a ponte, não será diferente.

“O que precisamos fazer, e fizemos, foi medir os impactos. Isso foi feito. O que não dar é pegar um projeto desta natureza e entregar à Ufba [como sugeriu o vereador]”, falou.

Leão ainda chamou o socialista para ajudar na elaboração da ponte e deu seu número de celular: “Me ligue”.

Respondendo a Isnard Araújo (PHS), Cavalcanti informou que os moradores da ilha, especialmente os mais carentes, pagarão mais barato para fazer a travessia, uma vez que os ônibus serão metropolitanos e terão o mesmo valor de passagem de Salvador.

Sobre o ferry-boat, Leão disse que ele permanecerá, uma vez que, no Rio de Janeiro, quando a ponte para Niterói foi feita, o sistema de travessias seguiu funcionando.