Bahia confirma apenas dois casos de Mpox em 2026 e desmente fake news sobre “38 infectados”

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20 de fevereiro de 2026
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Salvador – quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

É falsa a informação que circula nas redes sociais afirmando que o governo da Bahia teria confirmado 38 casos de Mpox no estado. A própria Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) esclareceu que esse número não procede.

De acordo com boletim oficial divulgado nesta quinta-feira (19), a Bahia confirmou apenas dois casos de Mpox em 2026 até o momento.

Um dos registros ocorreu em Vitória da Conquista. A paciente, que não reside no município, procurou atendimento no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC) e segue em isolamento médico, recebendo acompanhamento clínico e monitoramento de contatos, conforme os protocolos sanitários.

O segundo caso foi confirmado em Salvador. Trata-se de um homem natural de Osasco, que está sendo acompanhado em unidade especializada da capital baiana.

A Sesab também informou que existem casos suspeitos sob investigação laboratorial, mas reforçou que não há qualquer relação entre essas ocorrências e o Carnaval, como chegou a ser divulgado de forma equivocada por perfis não oficiais.

As autoridades de saúde reiteram: não existem 38 casos confirmados de Mpox na Bahia.


🦠 O que é Mpox

A Mpox (antiga varíola dos macacos) é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus. A transmissão ocorre principalmente por contato próximo com lesões de pele, secreções corporais, gotículas respiratórias em contatos prolongados ou objetos contaminados.

Os sintomas iniciais incluem:

  • febre e mal-estar;
  • dores musculares e de cabeça;
  • aumento dos gânglios linfáticos (ínguas);

Posteriormente, podem surgir erupções e lesões na pele. A maioria dos pacientes apresenta quadro leve a moderado, com recuperação mediante tratamento de suporte.

Até agora, não há registro de óbitos relacionados aos casos confirmados em 2026 na Bahia.


🏥 Orientações de saúde pública

A vigilância epidemiológica estadual segue reforçada. As recomendações à população são:

  • evitar contato físico direto com pessoas com lesões suspeitas;
  • procurar atendimento médico imediato diante de sintomas compatíveis;
  • seguir rigorosamente as orientações das vigilâncias municipal e estadual para notificação e acompanhamento de casos.

A Sesab alerta que a disseminação de informações falsas em saúde pública gera pânico desnecessário, sobrecarrega os serviços e prejudica o monitoramento adequado da doença. A orientação é buscar sempre fontes oficiais antes de compartilhar conteúdos.

 

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