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A Nova Religião: Torniquetes e caldeirão fervendo – Por João Carlos Vieira

By 13 de janeiro de 2022 Nenhum Comentário

 

Por João Carlos Vieira

Nova Religião está avançando e dominando o cenário, ocupando espaço no mercado das mentes e das emoções. Ela avança sob o olhar de líderes que emudeceram. A Nova Religião está fazendo escolhas arriscadas e impactantes no mundo político e social para despertar novos adeptos e manter os antigos nas fileiras do engano.

A estratégia é asfixiar a velha religião e desmontar as estruturas antigas que fazem parte do aplicativo de velhas gerações e que foram transmitidos ao longo de séculos. Esterilizar a sociedade para que não nasçam mentes livres e independentes.

A Nova Religião não se abstém do conflito acirrado com a velha religião, lutando continuamente para a conquista das mentes e dos corações, principalmente, nos espaços onde prevalecem crianças e jovens.

A sociedade da velha religião deu a corda e a liberdade para que a Nova Religião fizesse silenciosamente um torniquete no pescoço da sociedade da moral e dos credos apostólicos. Esse torniquete tem sido ajustado por mãos estranhas nos bastidores dos meios de comunicação e nos centros de doutrinação superior. A moral cristã precisa sucumbir nas telas, no jornalismo e nas redes sociais. O sujeito mediano precisa desacreditar no seu sistema de crenças e valores para que possa acolher um novo aplicativo mental, uma nova moral e novos credos. O jornalismo e a novela fazem isso muito bem. Ambos revelam que os quadros na parede estão desbotando e as paredes estão descascando. Em seguida, as paredes  racharão e as colunas e vigas serão dissolvidas. Enfim, o mundo da antiga religião vai sendo demolido gradualmente na mesma proporção que o torniquete fica mais apertado. Os acólitos da velha religião vão sucumbindo aos poucos.

Em outros termos, o sol não nasce mais no Leste e se põe no Oeste. A lei da gravidade não mais atrai os corpos para o centro da terra. Ou seja, tudo está sendo alterado e você contempla a metamorfose social com a apatia que reflete um outro aspecto da sabotagem em curso.

A apatia, a cegueira e a incapacidade de fazer reflexão sobre tudo que está desmoronando dão mais segurança para que os “engenheiros sociais” prossigam com o plano, pois a resistência é praticamente nula. Lembra do Nazismo? Lentamente as pessoas foram se tornando adeptas ao modelo e no mesmo ritmo pessoas eram eliminadas. Ninguém reclamava. Era tudo “normal”. Onde estavam os intelectuais e os artistas? Onde estavam os cidadãos que não reagiam? Todos estavam com um torniquete mental que asfixiava e silenciava. O ódio estava exposto nos campos de concentração e na fumaça expelida da câmara de gás. Ninguém reclamava!

Como desenhar mais o quadro fatídico do torniquete e do asfixiamento gradual com cores vivas e em outras palavras? Fábulas. Fábulas costumam comunicar melhor a verdade por muitos camuflada ou imperceptível. Conta-se a fábula dos sapos verdes de papo amarelo que viviam em harmonia com suas convicções e em plena liberdade na sua gigantesca lagoa. Todos os recursos para a nação dos sapos estavam em condições de proporcionar o bem-estar, mas os sapos foram bombardeados por informações que modificaram sua visão de mundo. Sem perceberem, os sapos passaram gradualmente a pular dentro de um grande caldeirão fervendo. Vários candidatos de uma ala da “sapolândia” determinaram novas políticas assistenciais e implantaram novas pautas para mudar o natural viver dos sapos. Os ideólogos da nova onda ensinaram que a história dos sapos é uma história de exploração de alguns sapos ricos que parasitam o trabalho dos sapos despojados de bens e rendas relevantes. A nova onda política preparou uma mudança radical para desestruturar o mundo dos sapos e implantar uma nova religião. Um caldeirão estava sendo preparado para todos os sapos, mas era preciso cortar as relações dos sapos com suas tradições históricas, suas crenças e sua religião para impor uma nova.

Em fogo brando os sapos não perceberam que estavam sendo cozidos. Em fogo baixo as vítimas vão sendo anuladas. O cérebro do sapo foi cozinhando e suas funções mais elevadas entraram em colapso. Os sapos perderam o discernimento entre o BEM e o Mal.

A imprensa dos sapos renunciou o seu papel de informar e passou a ser militante do caldeirão vermelho. Bruxas e espantalhos fazem os jornais da imprensa tradicional e mobilizam as massas de sapos para aceitarem o caldeirão como uma nova ordem das coisas e a certeza de que a vida na panela quente será muito melhor.

Todos serão iguais e não haverá mais sapos pobres. Haverá insetos para todos, mas com uma condição apenas: O mundo dos sapos precisa abrir mão da sua liberdade e se envolver espiritualmente em uma Nova Religião com novos credos, nova linguagem, novos controles.

Será um novo Estado dos Sapos! Será um novíssimo Estado! O nome será União da Repúblicas Socialistas dos Sapos. Quem lê entenda. Será promulgada uma nova constituição em que a propriedade privada será abolida e todos os bens e propriedades serão de todos.

A Nova Religião utópica será realidade. Os sapos terão barbas cubanas para sempre na mesma proporção que os mantimentos de mosquitos não faltarão. Cai no golpe quem não lê nas entrelinhas da fábula. Cairá no golpe quem não conhece a História. O estelionato é o roubo da confiança.

Deixando de lado a fábula e voltando ao torniquete e ao caldeirão, algumas advertências foram dadas, mas o povo “perece por falta de conhecimento”, com diz o profeta. E o perecer gradual é algo imperceptível.

Olhar à nossa volta e perceber que o torniquete está na pressão crescente e a  temperatura da água do caldeirão está aumentando. Eis o diagnóstico necessário para romper as amarras e saltar do caldeirão!

A Nova Religião é um embuste conduzida por sacerdotes do materialismo que no seu rastro histórico deixou muitos mortos e nunca cumpriu as promessas que fez. Ao contrário , trouxe desgraça e desespero aos povos, mediante discurso de um pilheiro voraz por riqueza alheia. Em toda sociedade vitimada pela Nova Religião tem um pilheiro em destaque.

Folgue o torniquete. Respire. Salte da panela quente enquanto é tempo. Não permita que cozinhem seu cérebro com discursos requentados de acabar com a fome e com a pobreza. A meta da Nova Religião é poder. Muito poder do Estado. Deixe seus neurônios remanescentes salvar sua vida. Leia. Busque o conhecimento! Mas cuidado com as fontes e suas perspectivas. Com conhecimento o povo não perece. Por fim, se inspire em Paulo: “Não vos conformeis com este mundo ,mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento…”

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