Na Cara

A guerra dos Suprimentos e o poder dos Estados Unidos

By 4 de abril de 2020 Nenhum Comentário

Antes de entrar no corpo da matéria quero proferir a minha opinião neste fato.

Primeiro em situação de pandemia onde o foco é  preservação da vida deve se cair por terra e o que deve ser levado em consideração são as prioridades levando em conta as situações mais vulneráveis, e não usar o poder econômico e comercial para se favorecer como fez os Estados Unidos, é claro que temos que considerar a situação de Nova York, “isso que dá pensar só em indústria belica”.

Por outro lado, deveria haver um tratado que em casos de pandemia ou algum tipo de catástrofe com origem, que é o caso da China, havendo a capacidade de produção no país de origem da pandemia, os suprimentos de combate ou deveriam serem doados pelo país ou os valores comercializados deveriam serem abaixo do valor de mercado onde as forças aéreas e marítimas ficariam responsáveis pelo transporte.

E não o que aconteceu com o Nordeste que inclusive é regra no comércio internacional, onde mesmo que após comprado, a carga escalando em outro país ela pode ser comprada por um cliente que pagar mais.

Foi isso que aconteceu com os respiradores que viriam para o Nordeste, mais uma vez os Estados Unidos colocou no ….do Brasil.

Em mais um capítulo da novela dos cancelamentos de suprimentos médicos fornecidos pela China , 600 respiradores artificiais ficaram retidos no aeroporto de Miami, nos EUA, de onde seriam enviados ao Brasil. A informação foi antecipada pela Folha de S.Paulo.

A carga, no valor de R$ 42 milhões, havia sido adquirida pelos estados do Nordeste, por meio de um contrato assinado entre o fornecedor (não identificado) e o governo da Bahia.

Ao GLOBO, a assessoria de imprensa da Casa Civil do estado disse que “a operação de compra dos respiradores foi cancelada unilateralmente pelo vendedor”, que não deu maiores explicações, apenas que a carga teria outro destino. O valor não chegou a ser desembolsado pelo governo da Bahia.

“Neste momento, estamos buscando novos fornecedores”, afirmou ao GLOBO a Casa Civil, que não quis informar se já está negociando com outros países ou quais fornecedores tem em vista para suprir a demanda.

Apesar de o fornecedor não ter informado o novo destino da encomenda, desconfia-se que os equipamentos sejam redirecionados agora ao combate da crise de coronavírus nos EUA, que registraram o maior número mundial de mortes em um só dia pela doença nesta quinta-feira .

Fornecedores chineses têm sido acusado de cancelar contratos com países como Brasil, França e Canadá, e favorecer os EUA, que teriam acertado pagamentos muito mais altos, já que não existem regras para esse tipo de situação no comércio internacional .

Na quarta-feira, o ministro da Saúde do Brasil, Luiz Henrique Mandetta, já havia feito declaração similar, afirmando que compras brasileiras haviam “caído” depois da confirmação das compras americanas.

Segundo o New York Times, a negociação entre empresas privadas americanas e chinesas foi feita com ajuda da mediação do genro do presidente americano Donald Trump, Jared Kushner. O avião que pousou no domingo em Nova York vindo de Xangai trazia 130 mil máscaras N-95, quase 1,8 milhões de máscaras cirúrgicas e roupas e mais de 10,3 milhões de luvas, além de 70 mil termômetros.